> O LUGAR DO ATIVISMO EM UMA SOCIEDADE INSUSTENTÁVEL

> A NECESSIDADE DE APRENDIZAGEM DO ATIVISMO PARA A SUSTENTABILIDADE

> EQUIPE

> APOIO

"Sustentabilidade é um valor e, portanto, um convite para que se desfaça o
mais importante pilar das ciências sociais de nosso tempo: o que afastou a
economia da ética e a sociedade da natureza."

José Eli da Veiga

> O LUGAR DO ATIVISMO EM UMA SOCIEDADE INSUSTENTÁVEL

Uma peculiaridade da crise planetária contemporânea é que ela não permite uma transição lenta e gradual. O gradualismo aqui significa a antecipação da catástrofe. É preciso agir de forma rápida e substantiva para precipitar uma mudança de padrão: da insustentabilidade
do atual modelo econômico e do nosso modo de vida à emergência de uma sociedade sustentável.

Isso requer ação política consequente e efetiva dos agentes que buscam a sustentabilidade.

Se, de um lado, é essencial a construção de processos e modelos alternativos de organização social, de tomada de decisão, de produção e troca econômica, por outro lado persiste a necessidade da luta política, da pressão, do debate incisivo e assertivo, da denúncia e da mobilização social contra um sistema político-econômico predatório, excludente e injusto.

A construção de uma sociedade sustentável passa assim, necessariamente, pela condução do processo de resolução de um conflito político (que se realiza, em vários domínios, entre forças sociais diversas que preconizam diferentes padrões societários) e pelo exercício da atividade política.

É aí que o ativismo pela sustentabilidade tem lugar central. O ativismo compreende a formulação e execução de estratégias de ação política com vistas à mudança social, por meio de um conjunto de técnicas de comunicação, mobilização e intervenção direta nãoviolenta. Trata-se de uma prática política cuja base é a ação cidadã no âmbito da sociedade civil, mas que se caracteriza pelo exercício consciente de técnicas específicas orientado por um viés estratégico.

 

 

> A NECESSIDADE DE APRENDIZAGEM DO ATIVISMO PARA A SUSTENTABILIDADE

Um vasto conjunto de coletivos de jovens, lideranças comunitárias, grupos de base, movimentos sociais e ONGs integram um campo sociopolítico emergente que tem os direitos humanos, a democracia e a sustentabilidade como causa comum.

Esse conjunto de atores tem tido um importante papel político tanto para obter avanços no plano local quanto para resistir às tentativas de retrocesso no âmbito dos direitos sociais e ambientais que afetam toda a sociedade brasileira (a batalha do Código Florestal é um exemplo).

Os agentes desse campo sociopolítico precisam, contudo, aumentar a abrangência e a qualidade das suas intervenções. Esta é uma demanda urgente para promover as mudanças necessárias.

Um programa continuado de aprendizagem de ativismo pode dinamizar e potencializar esse campo sociopolítico: aumentando a capacidade de incidência das organizações, dos movimentos e coletivos que atuam pela causa da sustentabilidade; qualificando suas práticas e lhes proporcionando um repertório mais variado de instrumentos e estratégias de ação política.

É o que nos propomos a fazer.

 

 

O coletivo atual organizador dos cursos é formado por um grupo multidisciplinar de ambientalistas, especialistas em comunicação e pedagogia, defensores de direitos humanos e cientistas sociais, situados no Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, com expertises e trajetórias profissionais diferenciadas, e que se reuniu a partir da participação em movimentos pela sustentabilidade em 2010 e 2011.

O diagnóstico compartilhado pelo grupo é o de que muitas ações de mobilização ou militância não surtem os efeitos desejados em razão do uso de métodos inadequados, análises incoerentes de cenário, estratégias mal desenhadas e desconhecimento de técnicas de
intervenção mais efetivas.

Em 2011, esse coletivo realizou duas edições do curso Ativismo e Mobilização para a Sustentabilidade (em São Paulo e em Brasília) como ponto de partida para a construção do projeto de uma Escola de Ativismo. A iniciativa contou com amplo apoio de organizações socioambientais no formato de concessão de bolsas para os participantes, o que propiciou agregar 52 ativistas de diferentes cidades e regiões do país.

Toda a organização dos cursos foi baseada no trabalho dessa equipe, de maneira autônoma e independente.



Cassio Martinho, 47

jornalista

 

Vitor Massao, 30

facilitador gráfico

Gabi Juns, 25

designer

Lorenzo Aldé, 38

jornalista

Marcela Moraes, 30

advogada

Rangel Mohedano, 30
engenheiro ambiental

 

Mauro Soares, 48

socioambientalista

Tica Minami, 36
jornalista
 

Marcel Taminato, 29

antropólogo

Marcelo Marquesini, 44

engenheiro florestal

 

Raul Torres, 29

contador

 

Karla Dilascio, 25

bióloga

Henrique Santana, 30

psicólogo

Guta de Franco, 30

mediadora de aprendizagem

Thaís Brianezi, 31

jornalista


Esta parceria se constitui com base na proposta formativa que articula ativismo e sustentabilidade em uma mesma equação. A organização incubadora do curso para fins administrativos é o Instituto SincroniCidade Para a Interação Social (ISPIS).

A instituição incubadora do curso, exclusivamente para fins administrativos, foi o Instituto SincroniCidade Para a Interação Social (ISPIS), com sede em São Paulo. O ISPIS incuba iniciativas inovadoras e tem como missão a educação para a sustentabilidade fundamentada em três eixos: Aprendizagem e Criatividade, Diálogo e Participação, e Percepção Ambiental.

 

Colaboradores

Adriana Ramos (ISA), Eduardo Rombauer (Vitae Civilis) , Gisela Moreau (Crisantempo),
Marcos Sorrentino (ESALQ-USP), Marina Silva (IMAS), Tasso Azevedo (Consultor)

 

 



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